Formação da campanha da fraternidade de 2017

Formação da campanha da fraternidade de 2017

No dia 23 de fevereiro tivemos a formação sobre a campanha da fraternidade com todas as lideranças de nossa paróquia. Neste ano a igreja nos chama a refletir sobre os biomas brasileiros. A Campanha da Fraternidade 2017, aborda a realidade dos biomas brasileiros e as pessoas que neles moram, deseja despertar as comunidades, famílias e pessoas de boa vontade para o cuidado e cultivo da casa comum. Cuidar da obra saída das mãos de Deus deveria ser um compromisso de todo cristão.

OBJETIVOI GERAL DA CF 2017: Cuidar da criação de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos à luz do Evangelho. A CF quer ajudar a construir uma cultura de fraternidade, apontando os princípios de justiça, denunciando ameaças e violações da dignidade e dos direitos, abrindo caminhos de solidariedade.

Cultivar a fé, exercitar-se é guardar. Cultivar a fé e ser guardado pela fé abre para o cuidado dos irmãos e de toda a obra criada. Cultivar e guardar nascem da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverencia diante da criação. O Tema é: “Fraternidade: Biomas Brasileiros e defesa da vida” e o é lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15).

Os biomas brasileiros sofrem interferências negativas desde a chegada dos primeiros colonizadores, que chegaram ao Brasil logo após Pero Vaz de Caminha ter escrito para o rei de Portugal afirmando que as “águas são muitas, infinitas. Em tal maneira graciosa (a terra) que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem”. Com a chegada dos colonizadores começa a extração do pau-brasil feita por indígenas e negros escravizados Hoje, após mais de 500 anos daquela carta, o que restou da beleza natural descrita por Pero Vaz de Caminha?

A Igreja Católica há algum tempo, tem sido voz profética a respeito da questão ecológica. Neste início do terceiro milênio, ter uma população de mais de 200 milhões de brasileiros, sendo mais de 160 milhões vivendo em cidades gera sérias preocupações. O impacto dessa concentração populacional sobre o meio ambiente produz problemas que põem em risco as riquezas dos biomas brasileiros.

Somos convidados a reencontrar o nosso verdadeiro rosto em um esforço de autenticidade e lucidez, na oração e na caridade. Jesus é o que nós somos e o que somos convidados a ser. A nossa cruz não é outra senão a de Cristo é o seu amor em nós que a carrega. A nossa verdadeira vida é a vida do Ressuscitado em nós.

A Quaresma nos provoca e convoca à conversão, mudança de vida: cultivar o caminho do seguimento de Jesus Cristo. A conversão quaresmal é, ao mesmo tempo, um voltar-se para Deus, para o próximo e para a vida da criação que nos cerca. A partir desse objetivo a Igreja reza: “Dai-nos, nos tempo aceitável, um coração penitente, que se converta e acolha o vosso amor paciente”. Se, por um lado, a recordação do sofrimento de Jesus com sua morte na cruz produz em nós uma dor, a Ressurreição nos traz a certeza da vitória e a Quaresma passa a ser um tempo de alegria, pois nos aproxima de Deus e dos nossos irmãos/as. É tempo de graça e de benção, marcado pela escuta da Palavra de Deus; de reconciliação com Deus e com os irmãos/as. Tempo de atenção misericordiosa com os pobres e necessitados.

Que a Maria, Mãe de Jesus, nos acompanhe no caminho de conversão! Jesus Cristo crucificado-ressuscitado que transformou todas as coisas nos desperte para participação do cuidado com a obra criada!